Planejar e definir os objetivos no Programa de Voluntariado

Já está disponível na plataforma da Escola Aberta do Terceiro Setor o curso Como Planejar e Desenvolver um Programa de Voluntariado. O conteúdo especial conta com a curadoria de Silvia Naccache, referência no setor, além da participação de 18 convidados, entre especialistas e organizações do Brasil.


Nos dois primeiros módulos do curso, o aluno entende sobre a importância do planejar e definir os objetivos do Programa de Voluntariado. O estudo é conduzido no módulo 1 pelas especialistas Lara Fainblat, engenheira de produção civil e gerente regional da TETO Brasil, e Luiza Campos, economista e doutora em administração; e no módulo 2, Tania Cardoso e Denis Pacheco, Gerente de Programas e Voluntariado na Habitat Brasil.


Segundo os especialistas, a abordagem clara e objetiva dentro dos processos facilita a tomada de decisão e as atitudes necessárias para o alcance dos objetivos. As Organizações da Sociedade Civil estão em constante busca para acertar e alavancar os resultados desejados com o setor de voluntariado, e de fato, merece atenção do gestor e equipe no planejamento e execução. Mas, você sabe responder por que sua organização quer trazer voluntários para atuar?


Luiza Campos traz essa pergunta e propõe uma reflexão: "Qual é a sua motivação em trazer voluntários para a sua OSC?” A especialista ressalta que a resposta é o que vai definir todo o processo do seu programa de voluntariado. “Se o seu primeiro pensamento foi para economizar dinheiro, então talvez haja necessidade de uma reflexão um pouco mais longa e profunda”, afirma e destaca que gerir o voluntário é trabalhoso e requer um plano de ação bem feito. “O ponto principal é entender o que a equipe e a organização precisam e, a partir daí, começar o processo. O melhor voluntário é aquele que supre as necessidades da OSC”, alerta.


Lara Fainblat apresenta os resultados da Teto, organização que atua no Brasil há mais de 15 anos e tem 70 mil voluntários cadastrados que recebem um olhar bem direcionado da Organização. “Fazemos a gestão dos voluntários; a nossa gerência nacional de voluntariado e equipes definem as estratégias nacionais que trabalham para apoiar a nossa gestão de sede, composta pelos gestores que atuam nos Estados em que a instituição está. Esses são os responsáveis pela entrega de resultados e gestão do voluntariado”, explica.


E continua a especialista: “doação de tempo, trabalho e talento em prol da realização de uma ação de natureza social são características de um voluntário, mas existem muitos fatores para reter esse colaborador. O essencial é que a organização tenha um plano eficaz para que seus voluntários sintam a satisfação pelo trabalho exercido, doação de horas dedicadas ao próximo e a realização em cumprir com os objetivos propostos. Na TETO, temos um grande lema que é: Começou, não para! Queremos sempre que o voluntário saia daquele projeto melhor do que ele entrou” finaliza Lara.


O objetivo no Programa de Voluntariado deve estar bem traçado, já que a doação de tempo, trabalho e talento em prol da realização de uma ação de natureza social são características de um voluntário, mas existem muitos fatores para conseguir reter esse colaborador. O essencial é que a organização tenha um plano eficaz para que seus voluntários sintam a satisfação pelo trabalho exercido, doação de horas dedicadas ao próximo e a realização em cumprir com os objetivos propostos, ressalta os especialistas do curso. “É muito importante o coordenador de voluntariado praticar atitudes saudáveis dentro do desempenho das suas funções, tendo bom relacionamento com a equipe, empatia, solidariedade, mediação dentro dos processos. O gestor de voluntariado é como um gestor de RH e em toda empresa há conflitos que precisam ser gerenciados”, destaca Tania Cardozo.


A especialista enfatiza que as normativas devem ser informadas assim que o voluntário ingressa para o time. “É preciso que haja uma forma correta de propagar as informações, entender como e porque falar. O voluntário precisa saber que ele pode falar, mas nunca representar a organização, entender os seus limites é crucial”, esclarece Tania.


Denis Pacheco destaca a forma que a Habitat atua com os objetivos e os pontos práticos para ter mais impacto na vida dos beneficiários, voluntários e comunidades atendidas. A Organização está presente em mais de 70 países e possui dois grandes focos: moradia digna para as famílias atendidas e voluntariado. “Acreditamos que o programa de voluntariado é transformador na vida das famílias e para quem pratica”, enfatiza Denis.


“Quando a gente coloca os voluntários em campo, definimos quem é o líder daquele grupo. Como prática a gente tenta definir alguém que não tem posição de liderança no dia a dia ou que está se desenvolvendo na empresa, por intermédio do programa de voluntariado a gente consegue praticar a empatia, a escuta e a liderança”, afirma o especialista.


O curso aborda também como recrutar o voluntário, integrar, fidelizar e reconhecer seu trabalho na organização, além de uma reflexão importante sobre o valor do voluntário e os caminhos para o futuro do voluntariado no cenário atual.


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