DOE — Manifesto Instituto MOL

Doe como uma mãe se doa ao seu recém-nascido.


Doe como se sua melhor amiga estivesse internada no hospital.


Doe como se o Pantanal fosse no quintal da sua casa.


Doe como se a escola do seu filho não tivesse cadeiras.


Doe como se gatos fossem seu animal preferido.


Doe como se você soubesse o que é dormir com fome.


Doe como se sua mãe precisasse de um transplante.


Doe como se faltasse água para sua família beber.


Doe como se a chuva tivesse levado a casa do vizinho.


Doe como se a pessoa que você admira se candidatasse.


Doe como você empurrasse uma cadeira de rodas pela cidade.


Doe como se o país onde você nasceu estivesse em guerra.


Doe como se o amor da sua vida sofresse de uma doença incurável.


Doe como se você estivesse em busca de justiça.


Doe como se a casa em que você cresceu não tivesse banheiro.


Doe como se os seguidores da sua religião estivessem sendo dizimados.


Doe como se a cor da sua pele te fizesse sentir medo de morrer.


Doe como se o seu irmão fosse perseguido por amar outra pessoa.


Doe como se o seu sobrinho precisasse do remédio mais caro do mundo.


Doe como se tivesse dinheiro sobrando, e não te fizesse falta.


Doe como se tivesse dinheiro faltando, e cada moeda contasse.


Doe sangue, medula, órgãos, cabelo, células, seu corpo para a ciência.


Doe livros já amados, roupas que não te servem mais, brinquedos que ficaram para trás, eletrônicos trocados por mais novos, cobertores que nunca saem do armário, xícaras esquecidas e tudo o que povoa em excesso o teu lar.


Doe tempo, conhecimento, experiência de vida, habilidades, força de trabalho... e paciência com quem sabe menos.


Doe ombros, ouvidos, abraços, sorrisos, afetos. (Nada pode ser mais simples e mais necessário do que doar atenção.)


Doe seus privilégios, sua voz, seu protagonismo, sua audiência. Doe seu palco para quem precisa ser escutado. Doe seus aplausos da primeira fila.


Doe para quem tem menos. Doe para quem precisa de mais. Doe para quem está agora no lugar que um dia também foi seu. (Lembre-se de que você, também, recebeu ajuda para chegar até aqui.)


Doe para que, lá no front, outros possam te representar. Doe para apaziguar as preocupações com o mundo que não te deixam dormir às 3 da manhã. Doe porque você não tem estômago para brigar no ringue. Doe porque se indigna. Doe para sentir que, ao menos, você fez alguma coisa. (Doar é fazer muito.)


Doe para as ideias em que você acredita. Doe para os valores que você defende. Doe para as pessoas que você admira. Doe para que as coisas que você ama continuem existindo, pulsantes, vivas.


Doe para resolver problemas que não são seus. Doe para fazer o papel do Estado. Doe para realidades que não conhece. Doe para defender a liberdade, inclusive de quem não a valoriza. Doe para que a miséria, o fascismo, a desigualdade e a intolerância sejam erradicados e virem atração de museu.


Doe para remendar o que parte seu coração. Doe para celebrar o que te traz alegria. Doe por impulso para a causa que te arrebatou. Doe planejadamente, centavo a centavo, mês a mês, durante toda a vida.


Doe para devolver o tanto que a vida te deu. Doe para se sentir bem. Doe por dever cívico. Doe por obrigação moral. Doe porque te pediram. Doe antes que te peçam. Doe sem esperar nada em troca. Seja qual for a forma ou o motivo – apenas doe.


Doe dinheiro. É ele que move o mundo, não é mesmo? E é só com ele que podemos mudar o mundo também. Doe como se fosse um compromisso. É um compromisso. Com o mundo que queremos deixar pra trás e com o futuro que desejamos ver. Doe como se você pudesse escolher para onde vamos. E vamos, juntas e juntos.


https://youtu.be/6a1E1MbZVjk


DOE é um manifesto do Instituto MOL por um Brasil mais doador, escrito por Roberta Faria, da Editora MOL.

  • Ícone branco do Facebook
  • Ícone branco do Twitter
  • Branca Ícone LinkedIn
  • Branca ícone do YouTube
  • Ícone branco do Instagram

Contate-nos

© Escola Aberta do Terceiro Setor | Todos os direitos reservados